
Existe uma frase perigosa que ecoa frequentemente nas reuniões de diretoria quando o assunto é infraestrutura de TI:
| “Deixa como está, está funcionando.” |
Vish.
A ilusão do sistema legado “estável” é o maior risco de governança que grandes corporações enfrentam hoje.
Operações que faturam centenas de milhões de reais continuam sustentando seus processos críticos em cima de ERPs defasados, integrações feitas de forma improvisada e planilhas de contingência.
O sistema não está funcionando. Ele está apenas sobrevivendo ao próximo fechamento de mês. E o custo dessa sobrevivência é pago em horas extras, passivos trabalhistas e estagnação competitiva.
Os 3 gargalos que podem ser evitados
Quando converso com diretores de TI e de RH que utilizam grandes ERPs de mercado, o cenário inicial descrito é sempre de estabilidade.
Mas ao aprofundarmos o diagnóstico na arquitetura real da operação, o que encontramos é uma dívida técnica acumulada por anos de decisões de “curto prazo”.
A operação se torna refém de três gargalos principais:
• O excesso de interfaces isoladas:
O colaborador precisa de três logins diferentes para bater ponto, solicitar férias e assinar um holerite. A fricção gera rejeição, e a rejeição gera buracos na auditoria de dados.
• O gargalo do fechamento manual:
Equipes inteiras de Departamento Pessoal dedicam semanas para conciliar dados de sistemas de ponto que não conversam nativamente com o módulo de folha do ERP. O que deveria ser um processo de horas torna-se uma operação de resgate de dados.
• O “Vendor Lock-in” e o medo da mudança:
O receio de migrar dados ou alterar processos engessa a inovação. A empresa passa a adaptar sua regra de negócio à limitação do software, e não o contrário.
O mercado parou de tolerar amadorismo na gestão de dados
Recentemente, acompanhamos o impacto dessa reestruturação em uma grande operação do setor de serviços.
Ao substituir rotinas manuais fragmentadas por um ambiente web único, a companhia reduziu o tempo de fechamento da folha em 85%.
A modernização exige abandonar o escopo engessado e adotar uma postura de melhoria contínua.
Diretorias que estão liderando seus setores entenderam que:
• A experiência do colaborador importa:
Portais web fluídos e responsivos não são “luxo”, são ferramentas de engajamento e precisão de dados.
• Integração nativa é inegociável:
Soluções “puxadinho” custam mais caro em manutenção e suporte do que uma integração estruturada via APIs.
• Segurança exige tecnologia de ponta:
Validade ICP-Brasil e biometria homologada não são diferenciais, são o padrão básico para mitigar riscos trabalhistas.
A verdadeira estabilidade vem de quem evolui
A verdadeira estabilidade corporativa não vem de manter um sistema antigo intacto por medo de quebrá-lo.
Vem de construir uma arquitetura tecnológica capaz de evoluir na mesma velocidade que os desafios do seu negócio.
Pare de normalizar o que deveria ser inaceitável.
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